Como um novo tipo de malware usa inteligência artificial para simular toques humanos e fraudar anúncios sem ser percebido
Carlos Valente, em Janeiro 26, 2026 | 148 visualizações | Tempo de leitura: 4 min - 607 palavras.
Durante muito tempo, vírus e ameaças digitais eram fáceis de identificar. Bastava o celular ficar lento, travar ou exibir anúncios fora de hora para levantar suspeitas.
Hoje, a situação é bem diferente. Um novo tipo de malware para Android utiliza inteligência artificial para agir como uma pessoa real, tocando na tela, navegando em aplicativos e interagindo com anúncios de forma tão natural que passa despercebido.
Esse malware é um software malicioso criado para transformar celulares comuns em ferramentas de fraude digital. Ele não aparece na tela e não interfere diretamente no uso do aparelho.
Seu principal objetivo é gerar lucro ilegal por meio da chamada fraude de anúncios, enganando plataformas de publicidade ao simular acessos e cliques que parecem legítimos.
A inteligência artificial permite que sistemas aprendam padrões de comportamento humano. No caso desse malware, o aprendizado é usado para copiar exatamente a forma como usamos o celular no dia a dia.
O software observa movimentos naturais, como rolar a tela, tocar em botões, pausar a leitura e alternar entre aplicativos, repetindo tudo de forma realista.
Simular toques humanos envolve copiar detalhes sutis, como o tempo entre um toque e outro, a pressão aplicada na tela e até pequenos erros comuns, como tocar fora de um botão.
Esses detalhes tornam a fraude praticamente invisível, já que muitos sistemas antifraude se baseiam em padrões repetitivos e movimentos artificiais.
A fraude de anúncios acontece quando interações falsas são registradas como reais. Cada clique ou visualização gera receita paga por anunciantes que acreditam estar alcançando pessoas de verdade.
Com milhares de celulares infectados, os criminosos criam uma rede silenciosa que gera lucro contínuo sem chamar atenção.
Diferente de golpes antigos, esse malware não exibe anúncios na tela nem causa falhas aparentes. Ele age em segundo plano, respeitando pausas naturais e consumindo poucos recursos.
Para o usuário, tudo parece normal. Para os criminosos, o celular trabalha sem parar.
Mesmo quando o foco é a fraude de anúncios, os riscos podem ir além.
Apesar do nível avançado desse malware, algumas práticas simples ajudam a reduzir significativamente os riscos.
A evolução do uso da inteligência artificial por criminosos mostra que a segurança digital precisa ser levada a sério.
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Nota: Todas as imagens utilizadas neste artigo foram geradas com o auxílio de inteligência artificial por meio do ChatGPT 5.2 e Nano Banana Pro, com o objetivo de ilustrar o conteúdo de forma didática e acessível aos nossos leitores.